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Entenda por que as filas para vacinação contra a febre amarela estão enormes em São Paulo

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Invasão de posto de saúde, vendas de senha em filas, colchões e cadeiras em filas com mais de seis horas de espera. Nos últimos 10 dias, a cidade de São Paulo viu a população correr aos postos de saúde que oferecem a vacina contra a febre amarela.

No entanto, a capital paulista não tem nenhum caso autóctone da doença, ou seja, que foi contraído no próprio município. Ao mesmo tempo, desde outubro a cidade tem parques fechados pela morte de macacos e mutirões da prefeitura de vacinação na Zona Norte, mas as filas quilométricas começaram a aparecer três meses depois.

Para o secretário municipal de saúde, Wilson Pollara, há três razões para esse fenômeno:

  • Primeiro, o aumento no número de mortes no estado após as festas de final de ano. Em todo o ano de 2017, o estado teve 10 mortes. Em 2018, apenas até 12 de janeiro, foram 11 mortes. Nesta sexta-feira (19), novo boletim subiu para 36 as mortes no estado paulista. “São Paulo teve um pânico não condizente com a realidade. Estão com medo de algo que não está acontecendo aqui”, disse o secretário em entrevista nesta sexta-feira (19). As cidades do estado com casos autóctones são: Águas da Prata, Américo Brasiliense, Amparo, Atibaia, Batatais, Bragança Paulista, Caieiras, Campinas, Itatiba,Itapecerica da Serra, Jarinu, Jundiaí, Mairiporã, Mococa/Cássia do Coqueiros, Monte Alegre do Sul, Nazaré Paulista, Santa Cruz do Rio Pardo, Santa Lúcia, São João da Boa Vista e Tuiuti.
  • Em segundo lugar, para Pollara, está o anúncio do governo do estado da vacina fracionada para o começo de fevereiro. Para ele, muitas pessoas correram aos postos por não confiar na vacina fracionada. “A fracionada não é mais fraca. A gente só sabe que [a vacina] tem oito anos de ação porque começou a ser usada há oito anos. Daqui a 20 anos pode ser que a gente descubra que ela dura 20 anos”.
  • E, em terceiro, está a decisão da Organização Mundial de Saúde (OMS) que passou a considerar todo o estado de São Paulo como área de risco de febre amarela.“Só que São Paulo [a cidade] não tem risco. As áreas de risco de São Paulo já estão vacinadas. E quem busca as áreas de risco para a vacina atrapalham o programa [de vacinação]”, disse o secretário.

Quais são as áreas de risco em São Paulo?

A Prefeitura de São Paulo considera toda a Zona Norte como área de risco por causa da morte de 85 macacos (50 no Mandaqui, 25 em Tremembé, 4 no Tucuruvi, 2 no Jaraguá e 2 em Anhanguera, 1 na Brasilândia e 1 na Cachoeirinha).

Na Zona Sul, os distritos de Marsilac, Parelheiros, Jardim Ângela e Capão Redondo também estão na área de risco, pela 2 mortes de macacos em Parelheiros e também por mortes de primatas não humanos em Itapecerica da Serra, cidade da Grande SP que fica a 4,5 km da divisa com a capital. Na Zona Oeste, apenas o distrito de Raposo Tavares está em área de risco.

Reprodução TV Globo

Devo correr para tomar a vacina?

”É preciso reforçar que, para aqueles que não moram ou não trabalham em regiões com recomendação de vacinação, a orientação é procurar as unidades apenas em casos de viagem para áreas de risco”, recomenda a prefeitura.

Terá vacina para todo mundo?

De 2007 a 2016, o estado de São Paulo vacinou sete milhões de pessoas. Em 2017, em 1 ano, foram mais 7 milhões de pessoas. O objetivo da campanha que começa dia 26 de janeiro é vacinar 8,3 milhões de pessoas. Então, serão 22,3 milhões de pessoas vacinadas, a metade da população do estado de São Paulo.

“Tenho a garantia do Ministério da saúde que não faltarão vacinas para o estado de São Paulo”, disse o secretário estadual de Saúde, Davi Uip, em entrevista à GloboNews nesta quinta-feira (18).

O secretário frisou ainda que o Brasil tem apenas um lugar que produz a vacina, o Instituto Bio-Manguinhos, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio, que é a única fábrica brasileira reconhecida pela Organização Mundial da Saúde. Por isso, optou-se pela fracionada neste momento. “Se você tinha 20 milhões de doses, agora são 80 milhões”.

Aumento na demanda

Sobre as faltas de vacina em alguns postos, a prefeitura informou que “mesmo não integrando a campanha de vacinação, houve um aumento significativo de procura pela vacina nas unidades de referência para o viajante, o que tem ocasionado desabastecimento pontuais e momentâneos, não apenas de vacinas, mas também de insumos”.

A administração municipal disse ainda que unidades que aplicavam em média 500 doses por mês, nos últimos dias estão vacinando em média mil pessoas por dia.

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