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Doença Celíaca: um diagnóstico diferencial a ser lembrado

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A doença celíaca é uma reação imunológica ao glúten que causa uma inflamação grave no intestino e que pode levar à desnutrição por má absorção de nutrientes. Nos celíacos, partículas não digeridas das proteínas do glúten – como a gliadina, presente no trigo – conseguem atravessar a parede intestinal. Isso desencadeia uma reação do sistema imunológico, que agride as células da camada superficial do intestino delgado, gerando uma inflamação. Com o tempo, o distúrbio vai destruindo as vilosidades do intestino, aquelas saliências em formato de dedos que absorvem nutrientes.

Por ser genética, a doença celíaca só afeta quem tem os genes HLA-DQ2 e HLA-DQ8, mas a simples presença deles não determina que uma pessoa a desenvolva. Em geral, é um distúrbio que se manifesta na infância, mas alguns fatores ambientais – como infecções por rotavírus – aumentam a chance de ele aparecer mais tarde, na idade adulta. Sua incidência, entretanto, é baixa. “No Brasil, uma em cada 200 ou 250 pessoas são celíacas. Não é uma doença muito comum”, afirma Jaime Zaladek Gil, gastroenterologista clínico do Hospital Israelita Albert Einstein.

Há quem diga que leva de quatro a seis meses para uma lesão intestinal provocada por glúten sarar, assim a biópsia identificará a doença celíaca por até seis meses depois do inicio de uma dieta sem glúten. Embora seja verdade que possa levar esse tempo, ou até um pouco mais, para os donos causados pelo glúten desaparecerem de vez, é um erro acreditar que a biópsia pode produzir um resultado preciso quando se consome uma dieta sem glúten.

 

A biópsia é simplesmente uma amostra das células da parede intestinal. Essas células são substituídas todos os dias, o que faz com que a cura da região que está sendo examinada em busca de lesões ocorra rapidamente. Quem tem um intestino saudável possui milhões de projeções semelhantes a dedos na parede intestinal, as chamadas “vilosidades”. Elas melhoram a eficiência de absorção do intestino ao aumentar a superfície da área através da qual os nutrientes podem ser absorvidos.

O achatamento das vilosidades reduz essa área a uma fração daquela do intestino saudável. Essa redução causa uma folha substancial na absorção de nutrientes dos alimentos que passam pelo intestino.

O teste atual que tem sido aclamado como “padrão de excelência” para o diagnóstico de doença celíaca é a biópsia feita com o endoscópio. É um processo em que um tubo é passado pela garganta, através do estômago e pelo intestino delgado e, então, amostras finas do tecido são retiradas da parede intestinal para serem examinadas.

A intolerância permanente ao glúten geralmente se manifesta na infância, entre o primeiro e terceiro ano de vida, podendo, entretanto, surgir em qualquer idade, inclusive na adulta. O tratamento da doença celíaca consiste em uma dieta totalmente isenta do glúten não podendo ingerir alimentos como: pães, bolos, bolachas, macarrão, coxinhas, quibes, pizzas, cervejas, whisky, vodka etc, quando esses alimentos possuem glúten em sua composição ou processo de fabricação. Devido a exclusão total de alguns alimentos ricos em carboidratos e fibras, a dieta do celíaco habitualmente é composta em sua maior parte de gorduras (margarina, manteigas, óleos, etc) e proteínas (carne em geral) e em menor parte de carboidratos (massas sem glúten, açúcares, etc).

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