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Cachaça Indiazinha de Abaetetuba-Pa está no ranking das Melhores do Brasil

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A cachaça hoje é objeto de pesquisa científica, inovação tecnológica, e patrimônio cultural do povo brasileiro. Com uma cachaça recém lançada, a Destilaria de Cachaça da Amazônia, localizada no município de Abaetetuba-PA, busca o resgate dos tempos áureos em que se produzia cachaça na antiga Abaeté, trazendo a sofisticação, modernidade, aroma e sabor fino da Amazônia através dos seus produtos que foram lançados no mercado no segundo semestre de 2017, as cachaças Indiazinha nas versões Flecha de Prata (cachaça pura armazenada em tonéis de aço inox neutro que não interfere no produto final) e Flecha de Ouro (um blend de cachaças armazenadas em tonéis de Amburana e Castanheira, que incorpora cor, aroma e sabor de seus tonéis de origem). Estas vem sendo elogiadas pelos apreciadores mais exigentes do destilado brasileiro. Este fato, acaba de ser confirmado com a lista publicada na ultima quarta feira (20 de Dezembro de 2017) pelo III Ranking da Cúpula da Cachaça, em sua segunda fase, em que apontou a Cachaça Indiazinha Ouro entre as 50 Melhores Cachaças do Brasil. Restando agora apenas a classificação final na terceira e ultima fase do concurso, que será realizada em Analândia-SP onde um grupo de 12 jurados irão realizar por dois dias consecutivos a degustação às cegas das 50 Melhores Cachaças do Brasil. Esses especialistas analisarão aspectos visuais, olfativos e sensoriais de cada uma dessas maravilhas da produção brasileira, estabelecendo pontuações para uma série de quesitos, sem saber as marcas que estão provando. A média estatística das notas de cada amostra definirá as posições no Ranking e a ‘Cachaça do Ano’. Mas o que muito orgulha o povo de Abaetetuba é o retorno em alto estilo da cidade que já foi muito famosa na produção de destilado no Brasil. O que se pode resumir disso, é que a cachaça Indiazinha Ouro já está entre as 50 Melhores do Brasil, em uma análise feita com milhares de marcas brasileiras, isso faz concluirmos que a Indiazinha inicia sua trajetória com pé direito baseada no conceito de cachaça fina e sofisticada pensada exclusivamente para realçar os aspectos culturais e tradicionais de Abaetetuba.

III RANKING DA CÚPULA DA CACHAÇA

Um concurso em três fases, sem a participação de produtores na organização e no qual todas as cachaças (legalizadas) do país participam. Essa é a proposta vitoriosa do Ranking Cúpula da Cachaça, o mais abrangente e participativo concurso de cachaças do país, que chega à sua terceira edição, após o enorme sucesso das duas primeiras edições, em 2014 e 2016.

O concurso começou com milhares de rótulos, fermentou até chegar aos 250 mais queridos dos bebedores, destilou com os maiores especialistas do Brasil até atingir os 50 finalistas.

Agora é só esperar a hora da degustação às cegas (em Analândia-SP no mês de Janeiro de 2018) que vai ranquear as melhores cachaças do mundo e escolher a Cachaça do Ano. Essa é uma iniciativa voltada para divulgar e fomentar a qualidade do destilado nacional brasileiro.

HERANÇA HISTÓRICA

Abaetetuba, quando ainda se chamava Abaeté, experimentou o seu apogeu econômico nos tempos da indústria de cachaça, quando extensos canaviais se espalhavam por quase todas as várzeas dos inúmeros rios e igarapés da região. Os chamados engenhos se multiplicavam por quase todo o interior dos municípios de Abaeté, Igarapé-Miri, Moju, Barcarena e Cametá. Mas foi em Abaeté que a indústria canavieira prosperou com o surgimento de dezenas de engenhos produzindo cachaça, mel de cana/melaço, açúcar e rapadura, produtos de muita aceitação nos mercados amazônicos. A cachaça da região era exportada e ficou famosa. Por isso é que Abaetetuba ficou conhecida como a “Terra da Cachaça”. Pode-se dizer, também, que a riqueza do município, nos fins do Século 19 (de 1891 em diante) até a década dos anos de 1970, se concentrava no interior do município, com os seus engenhos de cachaça, as suas casas de comércio abastadas e a grande concentração de famílias ricas do interior, que inclusive, ditavam as normas políticas no município.

Na fase áurea da produção de cachaça cada engenho de Abaeté produzia de 150 a 300 frasqueiras (recipientes de vidro empalhados por fora de modo artesanal em cipó ou palha) de cachaça, que eram comercializadas através dos rios da região. Nas primeiras décadas do século 20 a aguardente abaeteense atingiu a fantástica produção de 5 milhões de litros, o que garantia aos donos de engenhos recursos suficientes para importarem diretamente da Inglaterra; caldeiras, moendas e alambiques modernos. Essa foi a fase de ouro de produção de aguardente de Abaeté, que perdurou até as décadas de 1950 e 1960, onde mais de 40 engenhos, espalhados por quase todos os rios, furos e igarapés, trabalhavam freneticamente na produção de cachaça, açúcar, mel e rapadura. Essa atividade econômica passou a sofrer uma irrecuperável estagnação a partir da década de 1970, causada por uma série de fatores, dentre eles, a concorrência desleal com os produtos industriais do Nordeste e Sudeste, uma vez que as indústrias locais não receberam apoio financeiro e político das instituições da época para modernização de seus parques industriais e avanço tecnológico.

NOVOS TEMPOS

Sendo construída desde 2014, a Destilaria de Cachaça da Amazônia localizada no município de Abaetetuba-PA, cidade tradicionalmente conhecida pela qualidade histórica de sua cachaça, apresentou para o mercado a cachaça Indiazinha Prata e Indiazinha Ouro. Com as duas versões lançadas no mercado, a Destilaria trabalha focada a levar ao paladar dos apreciadores, um produto extremamente sofisticado, fino e com alto padrão de qualidade. Para o Master Blender Omilton Quaresma da Destilaria de Cachaça da Amazônia, as expectativas são as melhores possíveis com relação a classificação da Indiazinha Ouro, finalista do concurso. Ele explica que produzir cachaças finas na Amazônia é um grande desafio, entretanto, produzir em Abaetetuba cidade com um “terroir” único é uma grande e empolgante experiência por toda a trajetória histórica na produção de cachaça de qualidade da cidade. Omilton ainda destaca, que a procura pelos produtos e a expectativa dos Abaetetubenses e Paraenses em torno do concurso é muito grande, uma responsabilidade que está sendo tratada com muito cuidado e seriedade na elaboração dos produtos feitos para encher de orgulho o povo de Abaetetuba.

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